O Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Juiz de Fora, Zona da Mata e Sul de Minas (SINTRAF JF) foi surpreendido nesta semana com a informação de que o Banco do Brasil encerrará no dia 10 de agosto os atendimentos de caixas na Agência Juiz de Fora, localizada no Calçadão da Rua Halfeld, no Centro da cidade.
A notícia gerou grande preocupação na diretoria do sindicato, já que a unidade é uma das mais movimentadas da região, atendendo diariamente um grande número de clientes em razão de sua localização estratégica e da facilidade de acesso. Além dos prejuízos para a população, o SINTRAF JF também manifesta preocupação com a situação dos seis funcionários que serão diretamente impactados pela medida e com as condições em que ocorrerá a realocação desses trabalhadores.
Como forma de denunciar os efeitos dessa decisão, dirigentes do sindicato realizaram uma mobilização na agência e afixaram cartazes para alertar a população sobre os prejuízos provocados pela política adotada pelo Banco do Brasil, que reduz o atendimento presencial e desconsidera as necessidades de clientes e funcionários.
A secretária-geral do SINTRAF JF e funcionária do Banco do Brasil, Zuleika Lima, informou que, de acordo com as informações recebidas até o momento, os bancários serão transferidos para a Agência Halfeld (3139). Segundo a dirigente, o sindicato acompanhará de perto todo o processo para garantir que os trabalhadores sofram o menor impacto possível com essa reestruturação.
"Os funcionários do Banco do Brasil, assim como os demais bancários, já convivem com uma rotina marcada por sobrecarga de trabalho, metas e redução constante do quadro de pessoal. Qualquer mudança precisa respeitar os trabalhadores e preservar suas condições de trabalho e de saúde", destaca Zuleika.
A dirigente também alerta que a centralização dos serviços de caixa não é um caso isolado. A prática vem sendo adotada pelo Banco do Brasil em diversas regiões do país e seus reflexos são sentidos diretamente pela população, que enfrenta filas, redução do atendimento presencial e maior dificuldade de acesso aos serviços bancários, mesmo pagando tarifas elevadas.
Zuleika reforça ainda o posicionamento da coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, Fernanda Lopes:
"Somos contra essa política de centralização dos caixas, que transforma agências em lojas. Precisamos garantir que a população continue tendo acesso aos serviços bancários de forma adequada."
Para o SINTRAF JF, a redução do atendimento presencial representa mais um passo no processo de desmonte da rede de atendimento bancário, prejudicando trabalhadores e clientes. O sindicato seguirá acompanhando a situação e cobrando do Banco do Brasil medidas que preservem o emprego, assegurem condições dignas de trabalho e garantam um atendimento de qualidade à população.