Celebrado em 26 de agosto, o Dia da Igualdade Feminina é uma data de reflexão sobre as conquistas das mulheres e, principalmente, sobre os desafios que ainda precisam ser enfrentados para que a igualdade de gênero seja uma realidade.
A origem da data está relacionada à conquista do direito ao voto pelas mulheres nos Estados Unidos. No Brasil, o voto feminino foi oficializado com o Código Eleitoral de 1932, um importante marco na ampliação da participação das mulheres na vida política do país.
Em pleno Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, a data reforça a necessidade de combater a desigualdade salarial, a violência de gênero, a sobrecarga com o trabalho doméstico e a baixa representatividade feminina nos espaços de poder.
A presidenta do Sindicato, Taiomara Neto de Paula, frisa: " A luta por igualdade de gênero é uma luta de toda a sociedade e fortalece-la é papel de homens e mulheres. Muito importante os homens entenderem que não se trata de uma disputa, ou uma rivalidade, mas sim da luta por direitos iguais. Inclusive, precisamos que eles nos ajudem nessa luta. A nossa desunião só reforça as crueldades do próprio sistema capitalista. Nós, mulheres, também precisamos estar mais unidas em torno dos nossos direitos, porque às vezes travamos disputas entre nós mesmas.".
Dados mostram que desigualdades persistem
Dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforçam que ainda há muito a mudar na estrutura da sociedade brasileira quando o assunto é igualdade de gênero.
No mercado de trabalho, as mulheres ainda recebem, em média, 21,3% menos que os homens no setor privado brasileiro. Embora os índices de contratação feminina tenham crescido 11% entre 2023 e 2025, a diferença salarial permanece.
A desigualdade também aparece no chamado trabalho invisível. Mulheres com 14 anos ou mais dedicam, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e/ou ao cuidado de pessoas, enquanto os homens dedicam 11,7 horas.
Quando o assunto é violência, o cenário também preocupa. Além dos casos de feminicídio, 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar em 2025.
Na representatividade política, as candidaturas femininas nas eleições de 2026 chegam a 35%, enquanto os homens ainda são maioria, com 65% das candidaturas.
Os números evidenciam que, apesar das conquistas alcançadas pelas mulheres ao longo da história, a luta pela igualdade de gênero continua sendo um compromisso de todos os segmentos da sociedade. Igualdade salarial, oportunidades profissionais, participação nos espaços de decisão e o direito a uma vida sem violência são condições fundamentais para uma sociedade mais justa.
Agosto Lilás
O Agosto Lilás é uma campanha nacional de conscientização que busca prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra as mulheres.
O mês também marca o aniversário da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), sancionada em 7 de agosto de 2006 e considerada um dos principais marcos no enfrentamento à violência contra a mulher no Brasil.
Como denunciar e pedir ajuda:
190 – Polícia Militar: em situações de emergência, risco imediato ou agressão em andamento.
Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher: canal nacional de orientação, acolhimento e denúncias de violência contra as mulheres.
Disque 100: para denúncias de violações de direitos humanos.
Delegacias: procure uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher ou qualquer delegacia da Polícia Civil para registrar a ocorrência e buscar informações sobre medidas protetivas.
Igualdade é direito. Combater a violência, as diferenças salariais e a desigualdade de oportunidades é responsabilidade de toda a sociedade.
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE), site Agosto Lilás e site PJF.